ALGUMAS RAZÕES QUE FAZEM DESTES PACOTES FECHADOS UMA ÓTIMA OPÇÃO DE COMPRA

ALGUMAS RAZÕES QUE FAZEM DESTES PACOTE FECHADOS UMA ÓTIMA OPÇÃO DE COMPRA

NOSSO TRABALHO SEGUE EVOLUINDO A CADA SAFRA

A história do vinho brasileiro de qualidade é relativamente recente. Tudo é muito novo por aqui, estamos engatinhando. O Brasil segue testando castas e regiões em busca de uma uva emblemática local que parece não se confirmar nunca. Talvez seja essa a maior vantagem de produzir vinhos no Novo Mundo: não estamos limitados às variedades autorizadas nem às leis de apelações. Cada produtor planta praticamente o que quer, no local que bem entende. No nosso caso particular, passamos o primeiro terço dos últimos vinte anos buscando uma identidade, que bem cedo se consolidou na escolha da pinot noir como uva principal, vinificada pelo método ancestral da Borgonha, num resgate ao legado dos monges cistercienses. Fomos precursores na elaboração de pinots à moda da Borgonha no Brasil, obtendo imediato reconhecimento junto ao exigente segmento dos amantes dos vinhos dessa famosa região francesa. Cabernet-franc, gamay e nebbiolo são castas que nos são caras, porque expressam um caráter elegante e sutil que as aproxima da pinot noir. Mas as três vêm em segundo plano em nossa pauta, sendo vinificadas apenas eventualmente, de tempos em tempos. Nos próximos anos esperamos investir mais nessas três tipologias de vinhos, com uvas do próprio vinhedo. Temos muito a aprimorar nos tintos dessas três castas apaixonantes.

Os últimos dois terços desses vinte anos da vinícola foram dedicados a testar regiões onde essas uvas pudessem se expressar com máxima tipicidade, atingindo maturações plenas. Até 2021 estivemos processando uvas de diferentes fornecedores, experimentando exaustivamente diferentes clones, vinhedos e localidades da Metade Sul do Rio Grande do Sul, safra após safra, até finalmente chegarmos à melhor localização possível. A localidade escolhida para a implantação do nosso vinhedo foi Bagé, na região da Campanha Gaúcha. Antes desse longo período de testes, investir aleatoriamente num vinhedo seria temerário. Tudo é muito caro e demorado quando o assunto é produzir uvas para vinhos dignos de fazer história. É um longo caminho. Portanto pedimos a consideração dos nossos clientes sobre alguns aspectos que trataremos a seguir: 

EM VINICULTURA DE BAIXA INTERVENÇÃO NEM TODAS AS SAFRAS PRODUZEM VINHOS IDEIAIS

Jamais avalie nosso trabalho por um único rótulo ou safra, mas sim pelo conjunto da obra. Somos contra qualquer padronização, mas a partir de 2019 houve um considerável aumento na consistência dos resultados, através da introdução de novas técnicas de controle na prevenção da oxidação prematura e outros problemas recorrentes em vinhos de baixa intervenção. Principalmente nos vinhos da nossa primeira década, cada safra tem uma história específica e um resultado particular. Julgar o conjunto da obra por um único vinho que eventualmente não tenha agradado é o pior engano possível, podendo impedir uma imersão mais profunda em um universo multifacetado. A partir de 2027, com uvas do próprio vinhedo, inicia-se um novo capítulo da nossa história, quando ano após anos poderemos esperar certa constância de resultados, a única variável oscilante sendo a safra. Antes disso, com intermináveis mudanças de região, vinhedo, clones, fornecedores, não podemos esperar muitas semelhanças entre duas safras de um mesmo rótulo.

Todo período de aprendizado tem um custo. Foram muitas as perdas até chegarmos à melhor região, vinhedo e viticultor. Mesmo o trabalho mais cuidadoso possível na cantina perde o efeito quando a matéria-prima deixa a desejar. Levamos quase duas décadas enfrentando oscilações na qualidade das uvas, o que resultou em vinhos nem sempre tão bons. Foi preciso amargar muitos resultados pouco satisfatórios para aprender que nenhum viticultor que planta para vender suas uvas é movido pela paixão que geralmente embala quem as cultiva para fazer vinho. Quem produz uvas como agronegócio tem um único objetivo, definido pela seguinte equação: máximo peso = máximo lucro. Por trás de um falso discurso comercial, que sempre promete baixos rendimentos por planta, enfrentamos vinhedos sobrecarregados gerando uvas pouco concentradas, capazes de produzir vinhos bons na fase jovem, mas de pouca longevidade. Vinhedos em sobrecarga dificilmente permitem uma maturação satisfatória. As uvas custam a atingir a maturação ideal, devendo ser colhidas mais cedo. Uvas sem a maturação necessária geram vinhos leves, de teor alcoólico baixo e evolução incerta. Felizmente nem sempre foi essa a regra, tivemos safras ótimas, mas foram muitos os anos perdidos à espera de novas colheitas capazes de corrigir as anteriores. A situação melhorava por certo tempo quando conseguíamos comprar uvas de vinícolas pequenas, pois, como já disse, quem cultiva suas uvas para fazer vinhos de qualidade não costuma sobrecarregar os vinhedos. O problema é que a maioria dessas vinícolas não nos via como parceiros comerciais, mas sim como adversários a ser eliminados: bastava um vinho fazer sucesso para desencadear sentimentos mesquinhos no dono do vinhedo, que tratava de sabotar-nos na safra subsequente. Como nosso trabalho sempre fez sucesso, esse contexto de sabotagens e vulnerabilidade durou quase vinte anos, quando decidimos dar um basta à compra de uvas de fornecedores concorrentes, que nos viam como adversários. Passamos a manter relações comerciais apenas com viticultores confiáveis, capazes ver-nos como “parceiros”, demonstrando um mínimo de empatia por nosso projeto. Até que nosso próprio vinhedo garanta total autonomia, limitamos as parcerias a pouquíssimos fornecedores de confiança. A partir da safra 2022, Fulvia Pinot Noir parte de um único vinhedo de qualidade superior, e o refinamento dos resultados é notável. Só assim foi possível eliminar as sabotagens e problemas decorrentes de matérias-primas incompatíveis com os objetivos do nosso projeto, reduzindo a oscilação de qualidade entre safras e avançando rumo a resultados sempre mais expressivos e consistentes. 

OS VINHOS DA NOVA FASE

Estamos aprimorando nossas técnicas de elaboração a cada safra, obtendo resultados sempre melhores. A meta é seguir produzindo vinhos cada vez mais precisos, da forma mais natural possível, evitando certos defeitos recorrentes nos vinhos de baixa intervenção. Manter um pé no clássico e outro no natural segue o nosso binômio. Os cortes (assemblages) baseados em gamay, cabernet-franc e pinot noir têm gerado vinhos equilibrados e expressivos, de preços modestos, ideais para um consumo mais frequente. Nos brancos a revolução foi radical: os investimentos em controle de temperatura de fermentação, técnicas de vinificação sob atmosfera protegida e prensa mais rápida, introduzidos a partir da safra 2022, foram um divisor de águas entre nossos primeiros brancos naturais, feitos sem equipamentos adequados, resultando em vinhos rústicos, pesados, neutros aromaticamente, e os brancos frescos, florais e frutados da nova fase. Hoje produzimos brancos de baixa intervenção tendo uva e SO2 como únicos ingredientes, como sempre, mas os resultados são incomparavelmente melhores. Adeus aos brancos naturais turvos, tânicos, oxidativos, aromaticamente inexpressivos, eventualmente acéticos do passado. Devido à dificuldade de elaborar bons brancos naturais suspendemos a produção em 2017. Hoje, graças a investimentos que nos permitem uma prensagem automática, mais rápida e eficiente (sem maceração pelicular) e decantação prévia do mosto resfriado (débourbage), seguida por fermentações sob temperatura controlada e estabilização natural a frio, conseguimos obter brancos límpidos (sem colagem, sem filtragem), mais frescos, mais finos, livres do fantasma da acidez acética e dos aromas pesados, oxidados, que vemos na maioria dos naturais macerados, feitos com poucos recursos, geralmente resultando em “laranjas” rústicos, aromaticamente inexpressivos. Quem conheceu apenas nossos primeiros brancos precisa eliminar essa referência da memória e provar os vinhos da nova fase, que começa na safra 2022. Não há qualquer relação entre um e outro, salvo terem uvas e SO2 como único ingrediente e serem fermentados por leveduras selvagens. Quanto aos pinots, gamays e francs, nossas castas prediletas, muitas mudanças de vinhedos aconteceram nesses anos todos, causando oscilações entre safras. A partir de 2022 podemos esperar uma maior uniformidade de resultados. Não voltaremos a testar vinhedos desconhecidos, manteremos apenas os melhores. Podemos dizer que terminou a fase de testes com múltiplos vinhedos e regiões e teve início a fase do vinhedo próprio. 

POR QUE ENUNCIAMOS QUE A COMPRA DOS PRESENTES PACOTES É UMA ÓTIMA ESCOLHA?

Primeiro, porque os três pinots uruguaios representam algo único naquele país. Nenhum outro produtor uruguaio da atualidade fez pinots tão naturais, de um caráter tão forte. Não há nada parecido no restrito universo vinícola do Uruguai. Respeitado um período mínimo de guarda de cerca de três anos após a liberação para a venda, esses vinhos, se servidos às cegas, serão confundidos com borgonhas das mais famosas apelações. São vinhos de guarda com grande potencial de evolução — daí a necessidade de esperar o momento certo para abrí-los. A compra “en primeur”, pela metade do preço, permite ter mais garrafas para poder acompanhar a bonificação do tempo ao longo dos anos.

Os três rótulos brasileiros que fecham o pacote, por sua vez, representam o que fizemos de melhor em branco (Chenin Blanc Velhas Vinhas), em pinot noir (Rosa Evanescente) e em corte (Cabernet-Franc & Gamay). Por um preço reduzidíssimo, o pacote com 50% de desconto oferece um branco artesanal de caráter, proveniente do mais antigo vinhedo ainda produtivo do Brasil, branco de acidez natural, sem aditivos, fermentado por leveduras selvagens, por um valor modesto de apenas R$ 110,00. O corte Franc & Gamay Velhas Vinhas, por sua vez, proveniente do mesmo vinhedo (o mais antigo do Brasil), tinto intrigante e complexo, cheio de nuances raras, fica por R$ 120,00, preço irrisório para um vinho de autor com características tão particulares e exclusivas. Adquirindo o pacote com desconto de 50%, esses dois rótulos “Velhas Vinhas” permitem consumir pelo preço de vinhos industriais do mercado produtos exclusivos, de baixíssima produção, cuja qualidade (e raridade) é compatível com os melhores vinhos de exceção. O mesmo vale para o Rosa Evanescente 2022, nosso Pinot Noir de tiragem limitada, que no pacote fica por R$ 225,00. Adquirir esta oferta especial de pré-venda permite consumir vinhos artesanais mais puros e mais autênticos, livres de aditivos e correções, pelo preço de vinhos tecnológicos convencionais, de supermercado.